Breakdown
As manhãs são belas.
Nos últimos dias todas têm sido radiantes, mesmo as de chuva.
De manhã, antonti, eu vinha no ônibus.
Olhei pela janela à altura da ponte Eusébio Matoso.
Vi o horizonte.
Que horizonte.
Um céu lindo surgia diante dos meus olhos, tons de azul, cinza, laranja, vermelho e um sol despontando lá no fundo.
Olhei para os lados para procurar alguém que compartilhasse comigo daquele momento único.
Não havia ninguém.
Todos estavam de cara fechada, resmungando pelo ônibus lotado ou dormindo (em pé também). Não posso culpá-los. Um pouco antes das sete horas da manhã é normal ter um pouco de sono, e nós sabemos que com sono as pessoas mudam: algumas riem do nada, outras ficam caindo pelos cantos, outras ficam rabugentas.
Eu não tinha sono.
Eu tinha uma alvorada.
Prefiro ter alvoradas e crepúsculos (quiçá um eclipse até).
E assim todos os dias são lindos, de sol a por-do-sol.
Porque o brilho que vem do horizonte nasceu nos seus olhos.
Meu Amor.

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